Capítulo 6: O Retorno da Lopunny Encapuzada


Retornam a jornada, e por ter o mesmo objetivo de Aren na coleta das badges, Kaito pede para acompanha-los. Agora o trio segue para a próxima cidade com ginásio, Cyllage City.
— Ei, aquele ali é o Lee! — Marjorie avista o garoto em frente a uma enorme mansão de dois andares construída sobre o rio da rota 7, local onde estão agora. Ele conversa com um homem alto de cabelos grisalhos.
A garota sem esperar resposta de seus dois companheiros, some com o teleporte de Ralts para perto de Lee, que está distraído. Ela se aproxima sorrateiramente até lhe chamar atenção.
— Oi.
— Hm?… ah, oi. Vai participar do Chateau também? — pergunta o Lee.
O homem com quem falava, faz uma pequena reverencia a Marjorie e se retira, tendo dito tudo ao garoto sobre o sistema de batalhas naquela mansão.
— Err… n-não. Se for alguma coisa a ver com batalhas… então não. Nunca batalhei em toda minha vida, Ralts que sempre fez tudo sozinho sempre que eu me colocava em perigo. — Ela responde um pouco sem jeito, se sente insegura em ter que batalhar.
Aren e Kaito mais Ori e Ivy, que normalmente ficam fora de suas Ball’s, logo se juntam a dupla.
— E aí, Lee, beleza? — Aren é o primeiro a falar. Kaito também diz algo e logo os três estavam conversando sobre a mansão Chateau.
Lee repetia o que Turner, o homem com quem conversava e que é o chefe daquele lugar, explicou sobre as regras e como participar. Marjorie se aborrece com os três e tenta chamar atenção fazendo drama, geralmente dá certo, mas foi ignorada desta vez.
— Credo, perderam os sentidos… — exclama a Marjorie, de braços cruzados. Ralts a imita olhando feio para o trio.
A conversa não demora muito, o sistema de batalha ali é bem simples. No Chateau, os treinadores recebem títulos inspirados pela nobreza francesa.
Se começa como um barão ou baronesa, usando o manto de cor branca, e avança na hierarquia derrotando outros treinadores nobres dentro da mansão. Visconde (manto azul); Conde (manto verde); Marques (manto amarelo); Duke (vermelho). Com o número de vitórias, você sobe sua classificação e batalha com outros de igual patente até chegar ao título final de Grão-Duque ou Grão-Duquesa (manto roxo).
— Marjo, não vai entrar com a gente? — Aren volta a falar com a garota.
— Não, hoje eu queria preocurar por um Pokémon para mim… — Ela fala com um pouco de manha. — Mas vocês sempre me ignoram só porque não temos os mesmos assuntos para conversar. — Fala com firmeza batendo o pé no chão. Procura pelos outros dois mais atrás que ficam constrangidos.
— É… é, mesmo, foi mal… — Aren não sabe mais como responder.
Eu te ajudo na busca. — Ori se oferece para a garota dando um passo a frente.
— Mesmo? Brigadinha, Ori! — Ela abraça o Lucario e dá a língua para Aren. Ralts o abraça também, não tem ciúmes desse Pokémon. — Agora você pode voltar para a mansão. Sei que quer muito.
O garoto ri um pouco sem jeito.
— Tudo bem. — Aren concorda, mas antes de ir, reflete um um pouco e deixa com Marjorie outro Pokémon seu. — Pode ficar com esse também?
Ela recebe a Ultra Ball sem entender muito bem o motivo dele ficar apenas com a gosminha verde.
— Cada treinador batalha com apenas um Pokémon, e eu vou participar com a Slime em sua primeira batalha. — Ele reponde antes que ela pergunte.
— Agora que eu não quero mesmo assistir a nenhuma das lutas. — Marjorie fala enojada.

{…}

— Então, você quer se tornar um fotógrafo profissional, é isso? — Viola pergunta com um sorriso desafiador ao seu pequeno rival.
— Sim, e minha jornada para superar meu avô começa por você. — Lee responde no mesmo ritmo.
A própria Gym Leader cede uma batalha contra Lee que já tinha passado ali outras vezes a procura dela, além de ter ido ao Bug Gym, mas no dia em questão ela não estar lá também. Ele ainda é um Visconde, mas a pedido dela, que é uma Duquesa, abriram uma exceção. Por não serem da mesma classe, a vitória nessa batalha não somaria pontos a nenhum dos dois.
A arena é circular e do lado de fora da mansão, também sobre o rio. Dando liberdade para aqueles que tivessem Pokémon aquáticos. A batalha pode ser assistida com segurança e conforto da varanda da mansão. Outros que passassem pelo local, na rota, até podiam ver também, mas não com a mesma qualidade que assistir de dentro.
Os dois desafiantes se aproximam no centro da arena, cada um usando o manto correspondente ao seu título, e como manda a etiqueta dali, aproximam uma da outra até se tocarem, a Poké Ball do Pokémon que lutaria.
Começam, e Viola atira para o alto sua Poké Ball, libertando Vivillon. O desafiante manda para a arena seu único companheiro, o Vulpix dado por seu avô, é um dos filhotes de seu belo Ninetails.
— Vamos lá, Rokon, está pronto? — A raposa concorda com um uivo. — Comece com Ember!
Rokon parece estar tão empolgado quanto o seu treinador e atira uma forte brasa na direção da borboleta, mas essa desvia com facilidade. Não seria fácil golpeá-la se estava sempre no alto, mas isso não os desanima. Se fosse uma batalha fácil não teria a menor graça.
— Vivillon, use Infestation!
Viola ordena, e Vivillon usa o golpe sobre Rokon. Uma estranha infestação que aos poucos o machuca. É semelhante aos golpes de pó paralisante e sonífero, mas esse é um verde mais escuro e brilhoso que gruda do Pokémon atingindo e não sai até que enfraqueça por conta própria ou que o tirem com algum tipo de lavagem.
— Rokon, use Ember em si mesmo para se livrar desse movimento! — grita o Lee.
— Vuol!
Rokon segue a dica de seu Trainer e usa as chamas sobre seu corpo, cospe algumas para que caíssem sobre ele, livrando-o daquele incomodo.
Viola sorri, derrubar os dois talvez não fosse tão fácil quanto achou que seria. Mesmo que naquela batalha a vitória não importasse, era importante para o garoto. Amistosa ou não, batalhariam sem facilitar um para outro.

{…}

Marjorie observa por um tempo a batalha de Lee e Viola ao longe, mesmo achando interessante, realmente não queria assistir ou participar de nenhuma naquele dia. Ela quer ser preparar para o próprio desafio.
— Um lugar tão bonito como esse deve ter algum Pokémon do mesmo jeito, certo? — Ela fala sozinha, sentada entre as flores da rota.
É uma estrada reta que vai de Camphrier Town, do norte, a Connecting Cave, ao sul. Fora do caminho de terra, há muitas flores multicores de onde sai mais Flebébé, cada uma com sua flor de cor a camuflar com as da rota.
Está chateada? — Ralts pergunta a sua amiga. Se sentia do mesmo jeito que ela por capitar suas emoções com os chifres rubros que mais pareciam broches de cabelo.
— Só um pouquinho. Normal ser deixada de lado as vezes… — Ela estende sua mão direita para frente do corpo, segurando a Ultra Ball para que Scare saísse.
— Grouaarr! — O Cacturne cumprimenta Marjorie.
— Oi para você também, Scare. — Ela responde. — Hm… Ori? O que está fazendo?
O Lucario está parado em meio a rota com seus apêndices flutuando para os lados, ele estava inquieto, nervoso, para com o que fazia e mira a sua frente. O final daquela rota que leva a caverna, cuja conexão, os leva a duas saídas.
— Ele sente alguma coisa ruim acontecendo. — Ralts responde a garota. Ele também está sério, tentava sentir algo como o Ori, mas não lhe vinha nada, ele mesmo só capita emoções. E têm que ser fortes, próximas dele.
A garota sai de seu lugar na grama para ver o que Ori observava ali, deixando Ralts para trás que preferia ficar fora do caminho e não atrapalhar. Mas antes que pudesse ver qualquer coisa, muita poeira sobe e um barulho de algo grande batendo é ouvido do local.
— Tem alguém vindo… — Marjorie aperta os olhos para tentar identificar o vulto veloz que surgira, parecia estar correndo as cegas, seu rosto está coberto pelo capuz e suas mãos. Quando mais próximo, Marjorie se coloca na frente para tentar pará-lo. O forte encontro a empurra para trás onde é segurada por Ori. — Ei, calma aí. Por que toda essa correria?!
Ela tenta ver o rosto do velocista, mas esse se recusa. Tenta se soltar dos braços da garota, estava nervoso, mas não emite som algum.
— Groarr! — Scare reconhece a figura e se alegra.
É Lopunny, a Pokémon que Scare encontrou no dia anterior. Mas ela não quer conversa, assim que se liberta de Marjorie para fugir, paralisa. Sons de passos as suas costas e uma voz conhecida dela foi o suficiente para que se sentisse encurralada e ficasse quieta.
— Err… Pokémon… você está bem? — Marjorie tenta falar com a coelha que não responde.
— Você aí, garota. Obrigado por para-la, ela anda desobediente e foge sempre que tem oportunidade. — Um homem ofegante por ter corrido a pouco, para perto da Marjorie, que por reflexo, vira-se colocando-se na frente da coelha.
O homem usa calça jeans e camisa de mangas longas arregaçadas, tudo preto, botas cinzas e uma boina branca. Sua pele é branca, olhos escuros, cabelos bem curtos e negros. Sua altura é média, não passando muito de 1.70 cm, e é magro.
— Quem é você? — Marjorie pergunta desconfiada.
— Sou o dono dessa Lopunny. — Ele responde já com o folego recuperado e com uma Poké Ball em mãos.
O homem se aproxima da Pokémon que se afasta irritada. Numa segunda tentativa, ela se esconde atrás do Cacturne, que é o único ali que ela conhece.
“Você está bem?…” Scare pergunta preocupado, mas como Marjorie, também fica sem resposta.
— Acho que ela não quer voltar para você. — A garota fala seco e descansa suas mãos na cintura, dá uns passos para o lado até ficar novamente na frente da Pokémon.
Ori emite um rosnado baixo, não confia no sujeito. Está de guarda alta pronto para lutar se fosse necessário. Ralts apenas observa sem entender nada da situação.
O estranho começa a ficar nervoso. Numa terceira tentativa de chegar a Lopunny, é barrado por Ori que rosna e o faz recuar.
— É isso mesmo que eu estou entendendo?! Está tentando roubar meu Pokémon?! — Ele bufa, mas sem se alterar muito para não chamar atenção de olhares curiosos de quem estivesse na mansão ou passando por ali.
— Não estou tentando nada! Ela que não quer ir! Não vê que ela mesma fugiu de você e se esconde?! — Marjorie fica nervosa, está decidida a não deixar que leve a Pokémon. Mesmo que para isso fosse taxada de ladra.
Cansado da discussão, o suposto treinador da Lopunny guarda a Poké Ball dela e pega uma Ultra do bolso de sua calça. Ameaça expandi-la para tirar o Pokémon de dentro dela, mas antes observa bem os que estão com a garota; Um Lucario, Um Cacturne e um Kirlia. Se vê na desvantagem e desiste, guardando-a de volta.
— Por hoje deixo passar. Tem sorte de estar com os tipos certos te protegendo. — fala o estranho, desdenhoso.
Lança um último olhar para Marjorie, frustrado e irritado, antes de ir embora. Vigiava ao seu redor enquanto andava, e vez ou outra espiava suas costas para olhar o grupo.
Garantindo que não estava mais por perto, a garota tenta conversar novamente com Lopunny. Scare sai do caminho indo para perto de Ori logo ao lado.
— Oi. — Ela cumprimenta Lopunny que apenas ergue seus olhos para encara-la, desconfiada, e com misto de alívio e inquietação. — Não tenha medo, está entre amigos. Eu sou Marjorie. Esse onde se escondeu é o Scare. O azul é Ori. E esse pequeno aqui é o Ralts. — O Kirlia volta para perto da garota para conhecer a Pokémon que mantem o rosto escondido. — Não tem um nome?
Lopunny se sente insegura com todos a observando e volta para trás de Scare.
— Oi, Marjo. Já terminamos nossa batalha no Chateau. A do Lee terminou com a vitória de Viola. E ele ficou para assistir outros desafios… — Aren a surpreende. Ela estava tão concentrada na nova Pokémon que não nota sua chegada e se assusta.
— Ai, avise antes de surgir de repente! — Ela balbucia.
— Quem é essa menina? — A atenção do garoto se fixa na garotinha atrás de seu Cacturne.
“Lopunny, o Pokémon coelho. Extremamente cauteloso, ele rapidamente se esconde quando pressente o perigo”
Kaito usa sua Pokédex assim que a vê também, percebeu antes de Aren que é uma Pokémon, e não uma garota humana.
— Ah, é um Pokémon… a roupa e as orelhas enganam. — Aren se defende um pouco sem graça. — Mas e então?
— Esse Pokémon tem uma roupa, tem algum treinador por acaso? — Kaito pergunta.
— Não tenho certeza, ela apareceu fugindo de um cara… ele disse ser dono dela, mas ela não queria voltar para ele. Não sei explicar… e ela não diz nada também. — Marjorie responde pensativa.
Ela está um pouco assustada. Vamos deixa-la se acalmar antes de fazerem mais perguntas. — Ori fala. Parecia incomodado com a pressão sobre ela.

{…}

O grupo foi obrigado a voltar para Camphrier Town, Lopunny se recusou a seguir viagem com eles para Connecting Cave e assim visitar a próxima cidade. Ela só não foi embora na primeira oportunidade por ainda estar abalada com a perseguição a pouco, ia embora assim que se sentisse melhor. Com um novo disfarce, um novo lugar para se esconder, era o que passava em sua mente.
Param numa pracinha com uma fonte central. Os três Trainers num mesmo banco de praça discutindo sobre o que fazer com Lopunny depois da história que Marjorie conta. Ralts e Ivy foram deixados com Ori, o deixaram de babá dos dois Pokémon mais jovens do grupo. Lopunny está sentada sozinha num banco com Scare de pé ao lado. Não interagiu com ninguém além dele.
Ainda nos Pokémon, Kaito solta seus outros dois, Alex, o Umbreon e Button, o Butterfree. Slime rodeava a fonte contente com sua primeira batalha, tinha lutado contra o Button e perdido, mas estava contente assim mesmo.
Button descansa na sombra de uma árvore e Alex, no chão, está sentado ao lado de Kaito.
— Já repararam que Lopunny não sai de perto do Cacturne? — Kaito pergunta, já estava um tempo querendo dizer isso.
— Ori disse que ela o conhece. Foi quando se perdeu na rota 5… está nervosa e ele é seu único conhecido em nosso grupo. — responde o Aren, um pouco indiferente. — Que acha, Marjo?… Marjorie? Ei, Acorda! — Ao seu lado, a garota parecia fantasiar algo em sua mente, observa encantada os dois Pokémon que para ela, mais parecem um casal de bonecos. Ele de pano e ela de pelúcia.
— Hã? O quê? O que foi? Eu quero! — Ela acorda.
— Hm… nada, esquece. Pode voltar ao seu devaneio.
— Estou com fome. Vamos deixar eles por aqui enquanto comemos algumas coisa. Com a gente por perto essa coelha vai continuar paralisada… — Marjorie se levanta convidando os outros dois a fazer o mesmo.
— Não é perigoso deixa-los sozinhos? — Kaito pergunta preocupado.
— Tem uma sorveteria bem aqui do lado. De lá podemos ficar de olho neles. — Aren responde acalmando Kaito.
— Sim, além disso, Ori é uma ótima babá. — Marjorie sorri.
Vendo Kaito se afastar, Alex o segue, não gosta de ficar sob o sol, e além disso, se acha muito superior para andar com aqueles outros Pokémon do grupo.
Tem várias pessoas com seus Pokémon passeando pelo local. A maioria acompanhada apenas de um, e quase todas são crianças brincando com seus amigos. De onde o trio está dava para ver todos seus Pokémon, agora sem que ultrapassem o limite determinado por eles. Ori não vai deixar.
“Quer conversar agora?” Scare pergunta. “Os três não estão mais te observando.”
Lopunny maneia sim com cabeça.
“Mas não sobre o que te aconteceu, certo?” Ele continua.
“Vai morrer sem saber sobre isso.” Ela finalmente fala. “Você é Cac o que mesmo?”
“‘Cacturne’… pode me chamar de ‘Scare’, é o meu nome. Você tem algum?”
“Não, nunca tive…” Ela olha de relance para os três humanos na sorveteria. “Qual dos três é o seu humano?”
“O do meio, de pelos brancos.” Ele faz uma pausa. “Aquele humano que brigou por você… é o seu treinador?” Pergunta inseguro, sabe que ela não quer conversar sobre, mas ao menos isso lhe interessava a resposta.
“Não é mais, ele é mal. Detesto ele! E isso é tudo que precisa saber.” Ela cruza os braços e dá as costas ao Cacturne.
“Tudo bem. Hm… você por acaso está sozinha? Digo, se não tem nenhum amigo por aqui… porque… se não quer ser recapturada por aquele humano, pode andar com a gente.”
Ela volta a olha-lo, zangada, se ofendeu com o convite, mas lhe dá a chance de defesa para o que tinha acabado de dizer. Ele se surpreende com a reação e continua.
“… lembro dele dizendo que não é a primeira vez que foge.”
Agora que ele se defendeu, ela ataca.
“E ser captura por eles também? Andar presa numa bolinha colorida e ser usada como se fosse um objeto?! Não mesmo!” Ela se altera, ficando de pé para brigar com com o Cacturne.
“Então era assim que você vivia com ele?… não quero me meter, mas…” Ele se cala, e ela não cobra o término da frase.
Lopunny congela antes de entrar em mais detalhes. Por reflexo, usa suas mãos para cobrir o resto de seu rosto visível, um pouco trêmula. Não queria voltar a vida que tinha como Pokémon de estimação de alguém tão frio.
Scare fica sem saber o que fazer, nunca passou por isso antes.
“Ei, Lonn… digo, Lopunny. Eu… não vou deixar que aquele humano se aproxime de você de novo. Ninguém aqui vai deixar. Somos seus amigos.”
“Por que faz tanta questão de que eu ande com vocês? Só serei um problema com aquele humano atrás de mim…” Calma novamente volta a encarar Scare. Séria, e ainda com suas mãos próximas do rosto.
Ele cora. Tenta evitar os olhos rosados da Lopunny e fica sem responder.
“Vamos, responda.” Fica mais séria, não gosta de ficar sem resposta.
“Hã… err… porque… eu… eu…” Ele procura alguma resposta qualquer.
Está falando, finalmente! — Ralts se teleporta para entre os dois, fazendo festa. Os assusta, deixando Lopunny irritada e Scare contente com a surpresa.

cap6
“Não faça isso, seu… coisinha! O que é você, hein?!” Lopunny bufa.
Quanto estresse… eu sou uma fada!
Desculpa aí, mas é difícil ser “babá” de alguém que pode fugir para onde quiser num piscar de olhos. — Ori aparece com Ivy e Slime ao seu lado.
“Onde está o Kaito?” Ivy olha para o banco onde os três estavam e não os encontra, ficando um pouco aflita.
“Devem ter saído para buscar comida!” Slime responde ansiosa.
Calma, eles estão logo ali. — Ori aponta com a cabeça para onde estão os três.
Ivy suspira aliviada e volta a sorrir timidamente, Slime já estava com água na boca imaginado o que trariam de comida para eles.
E então? — Ori pergunta a Lopunny.
“Então o que?” Ela devolve ainda frustrada.
“Se já decidiu ficar ou não com a gente.” Scare completa, e com o rosto de volta a cor verde.
Ela não responde. Quer pensar um pouco mais sobre o assunto.
Sim ou não, garota? Aceite logo que assim eu volto a ser o único favorito da Marjorie. Scare vai deixar de alugar a atenção dela por estar afim de v… Hm?! — Ralts é agarrado pelo Cacturne para que não falasse mais nada. — Ai, que chato! Por que todos tem a mania de sempre me calar?!
“I-ignore o que ele estava dizendo… é coisa de filhote, não tem importância.” Scare desda vez não cora, mas continua a ficar sem jeito.
Lopunny volta a conversar com Ori, o chacal talvez tenha mais jeito com as palavras e a convença a ficar.
Qual o problema em dizer que gosta dela?! — Ralts pergunta aborrecido. Estranho ele ter falado baixo, deve ter dito assim por reflexo de ter sido afastado dos outros quatro.
“É complicado… ” Scare suspira desanimado.
Ralts ia continuar a dizer ou perguntar coisas que para ele eram óbvias, mas a voz de Marjorie lhe rouba a atenção, esquecendo sobre o que conversava a pouco.
— Oie! Como vocês estão? — A garota sorri ao ver Lopunny interagindo, enfim.
— Trouxemos Poké Poff’s para vocês. — Kaito responde, carregando uma caixa branca de forma retangular.
Slime se empolga dizendo algo como: Eu bem que avisei!
— Lopunny já se enturmou com vocês? — Aren pergunta para confirmar ao vê-la conversando com alguns.
Sim, ela agora é nossa amiga. — Ralts responde por conta própria. A coelha diz algo como “sou nada!” que é ignorado pelo Kirlia confiante.
— Que bom! — exclama Marjorie. Ela vai até Lopunny e fica de joelhos para falar cara a cara com a Pokémon. — E aí, coelhinha? Por que não fica com a gente, hein? Eu te protejo daquele homem terrível!
Lopunny evita encarar a garota, olha para baixo pensativa.
— Temos Poké Puffs para você também. Não sabemos de que sabor gosta, mas compramos de vários tipos. Pode escolher o que quiser. — Kaito se ajoelha com a garota, mostrando a caixa cheia dos doces em forma de Cupcake.
— Burrl! — Ivy complementa Kaito com seu grunhido.
Alex puxa Ivy de perto da coelha para que sua parceira não se juntasse a ralé, como ele mesmo costuma dizer.
— Ai, ai… mais um que não resiste a Pokémon fofos. — Aren fala sozinho, observando os dois paparicando a nova Pokémon. Esse prefere os estranhos.
Lopunny olha meio perdida para os Pokémon a procura de alguma ajuda. Eles parecem ser muito bem tratados por aqueles humanos. Alguns ali andam o tempo todo ao lado deles fora de suas esferas, enquanto outros que só saem quando dava vontade ou quando era oportuno — lá dentro talvez seja confortável para aqueles que gostam de se isolar dos outros. — Não ficam presos por serem obrigados e nem batalhavam se não queriam.
Scare é o mais ansioso para que ela fique. Ori também prefere isso, por ser mais seguro enquanto aquele estranho está a solta. Ralts simplesmente é muito criança e quer empurra-la para seu rival… os demais gostam da ideia de um novo companheiro, com exceção de Umbreon.
Ela decide ficar. Assente com a cabeça um pouco tímida.
— Awnn! Você vai ficar, que bom! — Marjorie tenta abraça-la, mas agarra o vazio. Lopunny se afasta depressa para perto dos Pokémon com quem já se sentia mais a vontade.
Aren e Kaito riem da garota que faz bico chateada para Lopunny.
Ralts perde um rival para ganhar outro na disputa pela atenção da garota.

 

Notas finais do capítulo

Me empolguei nesse capítulo e ele ficou bem grandinho, mas ainda o deixaria maior se eu soubesse descrever melhor ú.u
O que acham que aconteceu a Lopunny?
Será que ela vai ficar mesmo no grupo?
E Scare que gosta dela?
#Confuso @_@’

P.S.: Esse treinador dela não é nada confiável… não gosto dele, mas tenho que atura-lo ¬¬’


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