Capítulo Um

Estava escuro, bastante escuro o garoto estava no coração da floresta de
Santalune, com frio e com medo dos sons que eram feitos pelos pokémon da
área, arrependido de ter fugido de casa após ter brigado com seus pais, Ki
da cidade de Aquacorde se refugiava dentro de uma pequena caverna, quando
de repente ouviu um grito de desespero, não era de um humano…

Rapidamente, ele saiu da caverna, correndo na direção dos gritos contínuos,
até se deparar com um pequeno Charmander, sendo brutalmente golpeado por
dois Beedrill. Desesperadamente, Ki sem hesitar correu em direção ao
pokémon que aos poucos estava ficando desnorteado, o agarrou e saiu
correndo sem olhar para trás, obviamente os Beedrill começaram ao perseguir.

O garoto estava ficando cansado de tanto correr, atravessou várias árvores
e arbustos que estavam em sua direção, sem visão do que estava por vir,
quando estava na beira de um barranco, sem escapatória, logo os Beedrill
alcançaram ele, assim que tiveram a oportunidade, foram direto com o Fury
Attack empurrando o garoto barranco abaixo. O garoto abraçou o pokémon e
fechou os olhos durante a queda, repetindo e repetindo inúmeras vezes.

Desculpa mãe, desculpa pai” quando algo interrompeu sua queda. Ele e o
Charmander estavam a flutuar, foram puxador para cima do barranco, onde
estavam nocauteados os Beedrill e estavam lá uma moça muito bonita e seu
pokémon, uma Gardevoir, que salvou os dois usando seus poderes psíquicos, a
moça perguntou se eles estavam bem, ao mesmo tempo os dois balançaram a
cabeça para cima e para baixo.

Ela se aproximou e perguntou:

– Qual o seu nome, garoto?

– É Ki, e o seu? Respondeu o menino

– Meu nome é Diantha e essa aqui é a Gardevoir, prazer em conhecê-lo.

– Obrigado por me salvar, obrigado mesmo. Após dizer isso, o garoto já
estava lacrimejando.

– Por quê está chorando Ki? O que houve?

– Fugi de casa após discutir com meus pais, quando voltar eles vão estar
umas feras… O garoto já se banhava em lágrimas.

Diantha começou a rir, logo depois perguntou:

– Esse pokémon é seu?

– Não, salvei ele dos Beedrill. Após dizer isso, colocou o Charmander no
chão ao lado dele.

– Vocês dois combinam! Já sei, tome isso. Entregando uma pokébola ao garoto.

Cheio de felicidade o garoto olhou para o Charmander, perguntando se o
pokémon queria se tornar parceiro dele, sem hesitar o Charmander deu um
pulo dando um tapinha na pokébola, entrando nela.

A moça pediu para ele segurar em sua mão, ele obedeceu, ela olhou para o
Gardevoir balançando a cabeça sinalizando um sim, Gardevoir usou seus
poderes e num piscar de olhos, estavam do lado de fora da floresta. O
garoto surpreso perguntou:

– Uau! O que foi isso?

Teleport, um movimento que Gardevoir pode usar. Disse Diantha.

Logo após isso, ela contou a ele que teria que partir, e que esperava o
encontrar no futuro, num piscar de olhos, se teletransportou junto com seu
pokémon.

Ki foi correndo de volta para casa, junto com Charmander, derrotando todos
os pokémon selvagem que encontraram no caminho. Uma hora depois, finalmente
em casa, entrou de fininho com Charmander atrás, estavam lá seus pais
chorando sentados à mesa, na mesma hora ele começou a chorar também,
correndo na direção deles gritando:

– Mãe! Pai! Voltei!

Os três se abraçaram e logo após sua mãe lhe deu uma bronca:

– Onde você se meteu? Por quê está todo arranhado? E esse pokémon, de quem
é?

– Eu fugi para a floresta de Santalune, encontrei o Charmander sendo
atacado por Beedrill, o salvei e logo íamos caindo de um barranco, uma moça
nos salvou e me deu uma pokébola para eu poder ficar com ele…

Interrompendo a conversa, seu pai bem sério disse:

– Então está na hora de você sair em uma jornada pelo mundo, meu filho, que
orgulho…

– Sério pai?! Posso mesmo?! perguntou o menino.

– Sim meu filho, vá para a cidade de Lumiose, encontre o professor
Sycamore, diga que eu o mandei ir lá, sou um velho amigo dele.

Dito isso, sua mãe chegou com uma mochila preparada para o garoto, com
alguns lanches, um kit de primeiros socorros, roupas, um cobertor e um
cartão de crédito caso ele precisasse de algo.

E com os olhos ardentes, o garoto agradeceu sua mãe e seu pai, abraçando-os
e saiu de casa correndo junto ao seu mais novo amigo, Charmander em direção
a floresta Santalune novamente.