A História do Treinador Matt: Capítulo 1


Fanfic

Em uma grande pastagem verdejante é possível ver uma pequena casa, ali naquela pequena e caprichosa residência mora Jenna Kendall e Matt, seu filho. O garoto vive no mundo da lua, diz que quando crescer que se tornar um treinador Pokémon, se der sorte ele conseguirá, porém sua mãe não gosta nenhum pouco de ver seu amado filho andando por aí exposto ao perigo sem sua proteção. Ela sabe que é impossível de segurar alguém com sonhos tão ávidos como os de Matt, mesmo assim ela anseia que um dia ele possa desistir de toda a loucura que é ser um treinador Pokémon.
Em um dia ensolarado, Jenna escuta um barulho à porta e vai atender. Ao chegar percebe ser o carteiro que traz para um pacote relativamente pequeno. A caixa estava endereçada à casa dos Kendall e era para Matt. Jenna congelou ao ver qual era o nome do remetente. Era o Dr. Sketchit! O pacote era de Tracey Sketchit. Jenna tremou em perceber o que o pacote poderia conter. E lembrou-se que Matt havia completado dez anos a uma semana e de acordo com o adesivo do embrulho, este havia sido emitido há exata uma semana, no dia do aniversário de Matt.
Enquanto olhava para o pacote indecisa se o abriria ou não, Jenna escuta barulho nas escadas da casa, e logo Matt surge e pergunta:
– O que o carteiro trouxe mãe? Era pra mim?
Levando um susto a mãe deixa o pacote cair e quando o embrulho bate na quina da mesa ele se rompe, liberando de dentro uma pokébola. Uma simples pokébola, como todas as outras, com duas metades uma branca e uma vermelha, com um anel de cor preta no centro e um botão branco. Matt ouviu o barulho de o pacote cair e desceu ainda mais rápido, e quando estava em pé na cozinha atrás de sua mãe. Não pode deixar de perceber que o pacote esta endereçado a ele. Tornou a perguntar:
– Isso é pra mim, mãe? Porque a senhora está escondendo? Me mostra vai.
Rapidamente Jenna vira-se para Matt e respondeu-lhe.
– Foi engano querido, não é para nós, é para a filha da vizinha.
– Mas eu li o meu nome no pacote.
Logo após Matt pronunciar estas palavras, ouviu-se um barulho. Jenna virou-se para trás e percebeu que era a pokébola que se mexia. A partir daquela hora ela sabia que dentro da pokébola havia um Pokémon, e ele era para Matt e sua futura aventura.
Em um grande show de luzes brancas da pokébola surgiu um Bulbasaur, um pequeno Pokémon de aproximadamente 70 cm de altura, que se assemelhava a um dinossauro de cor verde e com um bulbo que ocupava toda suas costas.
Ao ver o Pokémon, Matt pulou de alegria.
– Finalmente chegou! Depois de uma semana!
Jenna ao mesmo tempo em que estava feliz pela felicidade espontânea de seu filho não deixava de estar preocupada com a segurança do mesmo.
– Veja mãe. É um Bulbasaur! Do tipo grama, eu amo Pokémon tipo grama.
A mãe com um nó na garganta responde:
– Vou ligar para o Dr. Sketchit para ter certeza de que este Pokémon é mesmo para você.
– Você não acredita? Meu nome estava no pacote, então ele é para mim! – afirma o garoto, querendo muito ficar com Bulbasaur.
– Tenho minhas dúvidas, filho. Verei com o doutor, enquanto eu falo com ele, alimente este Pokémon e o Chatot.
– Você nem dá tempo de curtir meu primeiro Pokémon.
– Não sabemos se ele é realmente pra você.
– Mas meu nome estava no pacote.
– Vá já alimentar o Bulbasaur e o Chatot.
– Vem Bulbasaur. Vem Chatot. – diz Matt desapontado.
Matt sai, e enquanto ele brinca e se alimenta junto ao Bulbasaur e o Pokémon de sua mãe, Chatot, Jenna conversa com o Dr. Tracey Sketchit.
– Olá, é do laboratório do Dr. Tracey Sketchit?
– Sim. – diz uma voz masculina.
– Gostaria de falar com o doutor.
– É com ele que estás falando, senhorita.
– Oi, doutor. Tudo bem? Aqui é Jenna Kendall…
Antes que pudesse falar, Jenna foi interrompida pelo doutor.
– Oi, querida Jenna, tudo bem? E como está o Bulbasaur, o Matt já saiu para a jornada? Ele não chegou aqui em Pallet ainda.
– Os dois estão bem, o Matt ainda não saiu. Aliás, o Bulbasaur chegou hoje pela manhã, agora mesmo. E tenho minhas dúvidas sobre deixar o Matt sair em uma jornada Pokémon. Ele é muito novo e imaturo. Talvez se fosse esperar mais uns dois anos, ele possa ir, e talvez eu e o Chatot o acompanhamos.
– Olha Jenna. Lembra-se de Ash Ketchum?
– Sim, claro que lembro, fui vizinha dele quando garotinha em Pallet.
– Eu conheci o Ash nas Ilhas Laranja. Ele tinha apenas 10 anos, fazia menos de um ano que ele estava em sua jornada. Nunca conheci melhor treinador que ele. A mãe dele, Delia, lembra-se dela?
– Sim, lembro doutor.
– Ela era assim como você, muito preocupada com o filho, e tinha muito medo de que perigos pudessem surgir, Achava que ele era imaturo e muito novo para uma jornada Pokémon. E você sabe o que aconteceu com ele depois não é mesmo?
– Sim, eu sei. Mas é que—
– Jenna, o Matt já é grande o suficiente, e você sabe que um pai sempre sabe o que é bom para seu filho.
– Mas eu sou a mãe dele! Você—
Enquanto Jenna gritava com o doutor, Matt estava atrás dela e logo perguntou.
– Porque você está gritando com o Dr. Sketchit mãe?
No telefone o doutor falou para Jenna.
– Não deixe que seus medos trancafiem os sonhos de seu filho, Jenna, você passou por isso você sabe como é. Sua mãe não lhe deixou viajar quando você completou seus dez anos. E como você ficou?
– Triste e sozinha. Quando os meus vizinhos retornaram, todos zombavam de mim, por não ser uma treinadora e possuir somente um Chatot que se deixou capturar por pena de eu ser rejeitada por todos. – responde a mãe.
– Então, Jenna, deixe o Matt seguir o seu sonho, além do mais será como se você tivesse junto a ele. A cada batalha, a cada vitória, você estará lá, torcendo para ele, vibrando junto. Você sabe que será bom para o garoto, então o deixe ir, será bom para ele.
– Ok, obrigado pela resposta doutor, agora conversarei com o Matt sobre o Bulbasaur. – ela desliga o telefone e o põe de volta no gancho.
– Vocês dois. – diz Jenna apontando para Matt e Bulbasaur.
– Saur. – diz o Pokémon com uma leve mexida de cabeça para o lado.
– Matt, vá já para o banheiro tomar seu banho e para o quarto trocar de roupa. E venha já para cá tomar um café da manhã reforçado. Me entregue a pokébola de Bulbasaur.
– Mas mãe—
– Nada de “mas mãe”, vá já fazer o que te mandei.
Momentos depois…
– O que estás fazendo com a minha mochila, mãe? – pergunta Matt, ao descer das escadas e ver que sua mochila de viagem, duas pokébolas em separado e mais quatro estavam postas em cima da mesa, junto a uma pokédex.
– Aqui está sua mochila com tudo o que você precisar, mais suas pokébolas, a pokédex, um mapa de toda a região de Kanto, e esta aqui é a pokébola de Bulbasaur. Tome logo seu café da manhã, o Dr. Sketchit o está esperando em Pallet para instruí-lo.
– Mãe, mas eu pensei que… eu pensei…
– Não me agradeça e nem me abrace, simplesmente se alimente e vá logo.
– Muito obrigado, mãe. – diz Matt abraçado em sua mãe com o rosto cheio de lágrimas.
– Tá, agora vá logo comer antes que caia um cisco em meu olho também.
– Mas eu não estou chorando.
– Eu não disse que estavas.
– Obrigado, de verdade, mãe.
– De nada, filho.
Momentos depois…
– É agora que nos despedimos? – pergunta Matt.
– Nada de despedidas, um treinador Pokémon nunca se despede de outro, eles sempre sabem que vão se reencontrar!
– Então o certo é dizer: até mais?
– Até mais, Treinador Matt da cidade de Viridiana.
– Que tal uma batalha Pokémon de despedida?
– Fica para o retorno, bravo Matt.
– Até, mãe!
– Quando chegar lá me liga! O número está no bolso traseiro da mochila!
Assim parte Matt para a sua primeira aventura!

Autor
Fábio Ortiz Goulart


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